Um conservador é, em princípio e por princípio, a favor das comunidades auto-organizadas que fortalecem a sociedade civil; a essas comunidades auto-organizadas chamamos de "instituições".
Por isso, um conservador não pode, por princípio, ser contra a existência dos sindicatos, na medida em que estes sejam instituições pertencentes à sociedade civil. Para um conservador, quanto mais comunidades auto-organizadas existirem, melhor será para a sociedade. Para o conservador, o Estado é essencial e necessário à sociedade, mas é apenas uma instituição especial que co-existe entre muitas outras instituições; para um conservador, o Estado não é a principal — e muito menos a única — instituição necessária à sociedade.
Um conservador só pode ser, em princípio, contra o movimento sindical se existir uma tendência ou tentativa, por parte dos sindicatos, de fazer prevalecer e impôr uma determinada visão totalitária na sociedade.
Portanto, toda a polémica existente actualmente contra as comunidades sindicais auto-organizadas não é intrinsecamente conservadora: antes, parece-me ser uma corruptela ideológica da escola económica de Viena, a que chamamos de Neoliberalismo; ou uma vergôntea do moribundo marxismo.
E, neste contexto, parece-me evidente que a criação de uma Ordem dos Professores seria mais uma instituição da sociedade civil cuja existência deveria ser valorizada por um conservador.