«Lisboa, 10 fev 2012 (Ecclesia) – A Federação Portuguesa pela Vida (FPV) reivindicou hoje o fim da “subsidiação do aborto, gratuito mesmo para mulheres ricas e que é pago pelos impostos de todos”, em troca de “mecanismos de apoio efetivos à maternidade”.»
A lei do aborto é triplamente imoral: 1) é imoral quando o aborto, entendido em si mesmo, é a eliminação de uma vida humana; 2) é imoral quando o aborto é pago por todos os portugueses que cumprem com as suas obrigações fiscais — e de tal modo assim é, que se torna hoje justificável e legítimo que uma pessoa eticamente bem-formada fuja aos impostos. E 3) é imoral quando o aborto “grátis” significa o princípio do fim do próprio Estado Social que o sustenta.
Atenção que não estou aqui a falar de religião: estou essencialmente a falar de ética, de economia, do futuro da nossa sociedade e da liberdade de consciência.
Não existem dados oficiais do governo, mas calcula-se que 1 aborto de um bébé com 10 semanas de gestação custe ao Estado — ou seja, a todos os contribuintes — cerca de 500 Euros.
A gravidez, ao contrário do que sustenta o governo da direita invertida de Passos Coelho e Paulo Portas, não é uma “doença da mulher”. E ao contrário do que sustenta o governo da direita sinistra de Passos Coelho e de Paulo Portas, o aborto em hospitais públicos não é grátis; todos pagamos os abortos de outrem mediante os nossos impostos — mesmo que não concordemos com o acto do aborto. Nada é grátis; ou, como diz João César das Neves: “não há almoços grátis”.