A Esquerda pensa que basta que seja decretado por lei positiva, por exemplo, que um macaco é um ser humano, para que logo e automaticamente um macaco passe a ser um ser humano; e basta que o Estado assine um determinado Acordo ou Tratado, para que esse Acordo ou Tratado se transforme em lei natural.
A partir do momento em que a Esquerda pensa que a lei positiva substitui a natureza das coisas [e por maioria de razão, a natureza humana], entramos em um nepotismo estatal que serve uma pequena elite de neognósticos que utilizam o Estado e a lei positiva como instrumentos de engenharias sociais.
E este princípio de nepotismo estatal aplica-se tanto no caso da aplicação de um acordo ortográfico intrinsecamente absurdo, como por exemplo no caso do “casamento” gay: a Esquerda pensa que a partir do momento em que o Estado diz, por via da lei positiva, que o “casamento” gay é casamento, então o casamento passa a ser aquilo que não é intrinsecamente: estamos a lidar com maluquinhos.
Porém, a Esquerda vai mais longe: os decretos-lei anti-natura, exarados pela elite neognóstica, são irrevogáveis porque se transformam em uma espécie de lei natural: as leis da natureza são eliminadas ou secundarizadas, e substituídas pelo Direito Positivo que passou a ser a única ciência válida.
A irrevogabilidade das leis positivas exaradas pela Esquerda traduzem a certeza neognóstica do conhecimento do futuro que caracteriza uma elite de auto-iluminados: é assim que uma determinada visão do futuro passa a ser uma certeza absoluta.