“A segunda lei da termodinâmica ou segundo princípio da termodinâmica expressa, de uma forma concisa, que "A quantidade de entropia de qualquer sistema isolado termodinamicamente tende a incrementar-se com o tempo, até alcançar um valor máximo". Mais sensivelmente, quando uma parte de um sistema fechado interage com outra parte, a energia tende a dividir-se por igual, até que o sistema alcance um equilíbrio térmico.”
--- Fonte: Wikipedia
O chamado neo-ateísmo escora-se no neodarwinismo, conforme as teorias de Daniel Dennett, Richard Dawkins, Christopher Hitchens, Sam Harris, Julian Savulescu, Anthony Cashmore, Richard Dawkins, etc. --- e mais recentemente de Stephen Hawking (que deu o dito pelo não dito). O neodarwinismo significa a extensão da validade da teoria evolucionista de Charles Darwin não só ao surgimento da vida no planeta Terra, mas também à própria origem do universo (como podemos ver no último livro de Stephen Hawking, na Teoria de Cordas e na teoria do Multiverso).
Todas as teorias acima entram em contradição com a Segunda Lei da Termodinâmica. Ou seja, as teorias acima seguem o princípio enunciado por Kant quando se referiu, extasiado, à teoria gravitacional de Newton: “O Homem impõe as suas leis à Natureza”. Com Einstein, verificamos que Newton estava errado em muita coisa na sua teoria, mas Kant já não estava vivo para dar a sua mão à palmatória. E Kant estava errado por uma segunda razão: a matemática não é obra ou criação humana: é apenas uma descoberta da inteligência humana, e Newton apenas seguiu a matemática para descobrir alguns dados verdadeiros acerca da realidade.

Em termos objectivos, os neodarwinistas vêem o tempo ao contrário, seguindo a seta vermelha, em vez de seguirem a seta branca; é como ver um filme do fim para o princípio.
Em um sistema isolado, a entropia aumenta com a passagem do tempo (diz a Segunda Lei da Termodinâmica). Mas se dermos como boa a teoria neodarwinista, como por exemplo de Richard Dawkins, o que acontece com o aparecimento da vida na Terra é um fenómeno contrário à Segunda Lei da Termodinâmica : ou seja, a entropia diminui [com o aumento da ordem que possibilita a vida], quando a entropia deveria, de facto, aumentar.
A teoria de cordas ou a teoria do Multiverso não resolvem o problema, porque estaríamos a falar de universos paralelos com uma idêntica formação e composição física: 20 universos paralelos [ou 1000 universos paralelos; ou 10^80 universos paralelos] não deixariam de ser 20 universos físicos que formariam, no seu conjunto, um sistema isolado. O problema axiomático mantém-se.
Para fugir a este problema, os neodarwinistas dizem que o planeta Terra é um “sistema aberto” dentro de um sistema isolado (o universo). E sendo um sistema aberto (segundo os neodarwinistas), na Terra tudo pode acontecer, incluindo a diminuição da entropia que permite o aumento da ordem, desde que a entropia aumente fora do sistema aberto (a Terra), compensando assim a diminuição da entropia dentro do “sistema aberto Terra”.
Porém, na medida em que a entropia mede a desordem, e sendo que a ordem é o negativo da entropia, não só a ordem não pode aumentar dentro de um sistema isolado, mas também se conclui que a ordem [que produz a emergência da vida], dentro de um "sistema aberto", não pode aumentar mais depressa do que aquela que ocorre em sistemas vizinhos.
Corolário: se um aumento da ordem [que produz a emergência da vida] é extremamente improvável quando um sistema é fechado, continuará a ser extremamente improvável quando o sistema é aberto, a não ser que haja uma “entrada” de algo que venha de fora do sistema [Deus], que o transcenda, na sua própria natureza, e que reduza drasticamente essa improbabilidade extrema de um aumento da ordem.
Em termos objectivos, os neodarwinistas vêem o tempo ao contrário, seguindo a seta vermelha, em vez de seguirem a seta branca; é como ver um filme do fim para o princípio.